Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 17/07/2020
Na Constituição Federal de 1988 é previsto direitos iguais para todos os cidadãos brasileiros. No entanto, é notório que suas diretrizes não são cumpridas de forma íntegra, visto que milhares de pessoas são vítimas de atitudes intolerantes e discursos de ódio. Dessa forma, é fundamental tomar tal assunto sob a perspectiva da intolerância popular, que não sentem empatia pelo sofrimento do outro, e a falta de ações das entidades governamentais para findar esse mal.
Em primeiro plano, nota-se que a intolerância é fruto de uma construção social anômala, que sempre normalizou o discurso depreciativo contra o outro. Nesse viés, destacam-se as famosas marchinhas de carnaval que, disfarçadas de canções descontraídas, apresentam versos extremamente preconceituosos.Como exemplo, tem-se a música “Olha a Cabeleira do Zezé”, que satiriza a figura do homossexual. No entanto, isso se revela um problema, visto que, mesmo com os diversas situações inerentes à intolerância, tais versos ainda são propagados, perpetuando a problemática e, consequentemente, contribuindo para a ocorrência de discursos de ódios entre os cidadãos.
Além disso, é visível a negligência das entidades governamentais. Nesse sentido, o Estado acaba privilegiando outras esferas, como reformas de shoppings e ambientes que vão ser utilizados pelas classes mais abastadas. No entanto, as minorias acabam sendo esquecidas, ocupando posições inferiores na hierarquia de prioridade das atividades estatais. Com efeito, destaca-se a teoria do “Materialismo Histórico” do sociólogo Karl Marx, a qual atribui o critério de importância pela disposição econômica do cidadão. Todavia, isso se revela insustentável, visto que fere os princípios elencados na Magna carta, na qual prevê a igualdade entre todos os indivíduos da nação.
Em síntese, é imprescindível que o Poder Público, responsável pela manutenção do bem-estar coletivo, crie, por meio do aumento do orçamento destinado às minorias, campanhas de conscientização em todo território nacional. Isso pode ser feito por meio de eventos destinados ao público, com o intuito de promover a integração de diferentes culturas e, posteriormente, amenizar o discurso de ódio entre os indivíduos. Nesses eventos, é fundamental a abordagem dos possíveis desfechos do ódio, destacando o sofrimento dessas populações. Ademais, é importante que as ações estatais sejam imparciais, para que os conjuntos oprimidos usufruam dos mesmos direitos das pessoas de classe média .Deste modo, será possível aspirar um sociedade na qual a Constituição de 1988 seja efetivamente vivenciada pelos brasileiros.