Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 14/07/2020
O Brasil, com uma cultura visivelmente patriarcal, apresenta uma sociedade intolerante à diversas questões presentes em seu território nacional. Nesse contexto, ainda que a Constituição Federal de 1988 assegure a igualdade entre os cidadãos, a disseminação de discursos de ódio contra determinados grupos sociais é comum no país. Essa situação é decorrente da falta de conscientização da população brasileira e do descaso das entidades governamentais com a minoria.
Em primeiro plano, vale ressaltar que, de forma análoga ao seriado produzido pela Netflix, “Sex Education” - na qual um jovem negro sofre agressões e comentários pejorativos por ser homossexual - é notório a realidade desigual vivenciada por determinados indivíduos. Nesse sentido, depreende-se que os discursos de ódio e a intolerância à determinados grupos sociais ocorre devido a falta de conscientização da população, uma vez que, muitos, não possuem conhecimento sobre a cultura e identidade das minorias.
Além disso, é notório o descaso das entidades governamentais em relação aos assuntos sociais, haja vista que, ainda que a Constituição Federal assegura a igualdade entre os cidadãos, na maioria das vezes, as condições de justiça não favorecem os indivíduos vulneráveis socialmente. Nesse viés, as condições vividas no país acarretam o aumento da desigualdade entre os cidadãos, afastando, continuamente, uma sociedade igualitária e adequada para todos.
Em suma, é imprescindível que o Poder Público, mantenedor da ordem, bem-estar social e progresso civilizatório, crie, por meio de verbas governamentais, políticas que promovam a igualdade e tolerância e projetos que visam a integração de diferentes culturas. Deste modo, será possível almejas uma sociedade na qual a Constituição Federal de 1988 não seja somente uma ideia distinta e que nenhum cidadão seja tratado analogamente ao seriado “Sex Education”.