Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 19/07/2020
Na Ditadura Nazista, Hitler matou milhares de judeus no seu projeto de “solução final”, o qual tinha por objetivo eliminar aqueles que não fizessem parte da raça ariana. Hodiernamente, a intolerância e o discurso de ódio ainda predominam, só que de modo mais dissimulado, por meio de xingamentos, ou exclusão de grupos sociais que não atendem a “padrões” requisitados por uma parcela da população. Dessa forma, a naturalização desses atos e a omissão escolar favorecem esse cenário estarrecedor.
Primeiramente, a vulgarização do preconceito tornou-se um obstáculo. Esse desapreço é similar ao conceito de banalidade do mal descrito pela socióloga Hannah Arendt, quando uma atitude maléfica decorre de maneira corriqueira as pessoas param de vê-la como um embargo. Prova disso é o cumprimento masculino que é feito, muitas vezes, com ridicularização a homossexuais, estimulando, mesmo que de modo intrínseco, o deboche e a violência contra essas parcelas da sociedade. A consequência disso é um país mais desigual e com mais sobrecarga no sistema de saúde, como procura por psicólogos ou atendimento médico, em virtude do aumento de agressões a essa minoria. Assim, enquanto a sociedade manter tal postura, casos parecidos aos de Hitler permearão no país.
Ademais, a negligência do ambiente estudantil impulsiona esse caos. Isso porque, segundo Émile Durkheim, a principal função do professor é formar pessoas capazes de contribuir para a harmonia cívica. Entretanto, as escolas ignoram, por vezes, esse princípio deixando de falar acerca dos entraves do bullying e as variedades de participação em cláusulas políticas, por medo de acusações de doutrina. Por conseguinte, esses cidadãos deixam de ver o mundo em sua amplitude diversificada e, em alguns casos, passam a radicalizar-se com ideologias, por exemplo, partidárias, em que seu único intuito é apenas ofender e agredir aquele que antagoniza seu discurso. Logo, evidencia-se o quanto as instituições educacionais exercem consideráveis mudanças nas atitudes cidadãs e se nada for realizado para mudar esse sistema arcaico, pessoas continuarão a praticar injúrias, contrariando Émile.
Destarte, é fulcral a desintegração da intolerância e falas ofensivas na nação. Nesse caso, urge que o Ministério da Educação e a Seara midiática formulem projetos de respeito e empatia dentro das redes sociais, com ajuda de digitais influencers que mostrem as consequências psíquicas do desrespeito, enfatizando, por meio de anúncios, acerca de disque denúncias, em aplicativos, sobre como agir diante a injúrias e difamações. Tal iniciativa deve buscar ajuda de escolas e ONGs, a fim de levar psicólogos a estudantes que sofrem discriminação, dando dicas para que esses alunos denunciem os atos, inserir junto a isso os pais para irem na direção de ensino e relatar as ocorrências sofridas e punir os infratores com aulas obrigatórias sobre respeito. Nisso, evitar-se-á a ascensão de casos como de Hitler.