Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 18/07/2020
De acordo com o filósofo Dahendorf, " A anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade". De maneira análoga, a sociedade brasileira conjectura uma anomia, dado o fato de que intolerância e o discurso de ódio fomentam entraves notórios no contexto hodierno .Em suma, é essencial quebrar paradigmas e estereótipos atribulados às minorias e o preconceito em um panorama geral,de forma a designar um estado que respeita a constituição e favorece a democracia.
Mormente, é passível destacar o quão abrangente são os crimes intitulados como intolerância e sua hiperbólica facilidade de propagação .Nesse hiato, é explicito os nichos de maior atingimento sendo eles as minorias: negros, LGBT’s, moradores de periferias, entre outros; afligidos de formas convictas de intolerância, desde ofensas a terem seus direitos como o de “ir e vir” previstos na constituição de 1984, negados .A exemplo, situação ocorrida com a repórter Maju Trindade em 2018 que por ser negra recebeu inúmeras ofensas no twitter sendo tomo jornalístico nos mais renomados jornais como folha de S.Paulo e G1.Por conseguinte, é imprescindível combater tais banalidades, desmantelando um país retrógrado quanto à igualdade.
Faz-se mister ,ainda, salientar os motivos intrínsecos que tangenciam um tratamento normalizado a imposição de estereótipos. Congruentemente, a teoria dos “fatos sociais” do sociólogo Durkheim, definida como um todo influenciador do individual em uma sociedade similar a um organismo vivo, encaixa-se em um plano de uma educação precária e raízes preconceituosas, preconizando discursos de falácias relacionando minorias a criminalidade e baixa intelectualidade, influenciando indivíduos sem autonomia pensante. Em síntese, a mídia e as escolas devem agir de forma a desconstruir argumentos vis e agregar ética e caráter a uma população moldada por empirismos.
Depreende-se ,portanto, a fulcralidade de extinguir todas as formas de preconceito, segmentadas em atos, ideologias e estereótipos .Dessa forma, urge que o Ministério da Educação intua palestras em escolas de ensino fundamental ministradas por integrantes de minorias, desconstruindo paradigmas e falácias sobre moradores de comunidades e diferentes etnias, com o fito de atribuir autonomia e argumentos éticos e legais na formação acadêmica e intelectual dos cidadãos. Alem disso, o poder legista deve instituir maior pena abrangendo todos atos criminosos , contabilizando meios digitais e inter-pessoais, delegando moderadores nas redes sociais, e divulgação midiática de notas de repúdio, com o intuito de coibir e instruir a gravidade de compactuar com ilegalidades supracitadas .Outrossim, o estado sairá da anomia e a sociedade se moldará de forma próspera e plena.