Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

A teoria da evolução proposta pelo cientista britânico Charles Darwin foi aplicada socialmente, por Francis Galton no século XIX. Essa apropriação das descobertas de Darwin recebeu o nome de Darwinismo Social, o qual é a ideia de que algumas raças são mais evoluídas que outras. Tais pensamentos são utilizadas como justificativas para à intolerância de um grupo social com os demais, mesmo não possuindo nenhum embasamento cientifico.

É importante ressaltar que os pensamentos acerca da superioridade de uma raça perante outra são difíceis de fraquear, um exemplo disso é o neonazismo. Os discursos de ódio contra judeus e outros grupos, os quais foram disseminadas por Hitler na Segunda Guerra Mundial, percorrem até hoje. Uma pesquisa realizada pela SaferNet — Associação civil de direito privado com foco na defesa dos direitos humanos na web — de 2019 indicou que existem cerca de 334 células de inspiração nazista em atividade no Brasil.

A internet facilitou à comunicação de pessoas de diferentes países, isso trouxe um intercâmbio cultural, o qual ajuda a acabar com a intolerância por meio do entendimento de outras culturas, porém ela também favoreceu à publicação de falas machistas, homofóbicos, racistas, unindo pessoas com esses mesmos pontos de vista, disseminando cada vez mais essas ideias.

As campanhas contra à intolerância de um grupo para o outro, são os meios mais eficientes para acabar com ódio seletivo entre raças numa nação. Utilizando diferentes meios de comunicação, um país pode informar a população sobre como um grupo social realmente age, isso criaria empatia e com tempo acabaria com o pensamento de superioridade entre raças.