Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 21/07/2020
Através dos pensamentos do filósofo italiano Santo Tomás de Aquino, todo indivíduo de uma sociedade democrática deve possuir a mesma importância, logo não havendo abertura para qualquer descriminação e/ou relação de dominação entre diferentes grupos. Algo não decorrente em questão no Brasil, especialmente, a utilização do discurso de ódio e intolerância contra minorias.
Segundo dados do IBGE, a população brasileira é composta por 52% de mulheres e apenas 48% de homens, a partir disso é possível à conceitualização de que a minoria é um grupo em uma situação de desvantagem social, sem relação à quantidade. Então, percebe-se também que a intolerância e o ódio são praticados contra um determinado grupo, os quais são caraterizados pelos dominantes como inferiores ou fora do padrão, destarte abusando de uma comunidade com um estereótipo diferente.
Ademais, caso a intolerância ou o ódio sejam provocados em um ambiente escolar, como mostra no filme “The DUFF” protagonizado pela atriz Mae Whitman, no qual a “DUFF” é inferiorizada por estar fora dos padrões, é um bom exemplo de que as minorias podem sofrer “bullying”, distúrbio ou até depressão, assim evidenciando que as crianças e os adolescentes não nascem com essas atitudes e sim, são aplicadas a elas uma base teórica discursiva, passada de geração em geração, a qual deve ser quebrada.
Em virtude do que foi mencionado, para que os atos de intolerância e dominação sejam combatidos é necessária à utilização de medidas aplicadas nas escolas, por meio de rodas de conversas nos períodos extraescolares abertos não só para componentes da escola, mas também para os indivíduos daquela comunidade, onde seriam debatidos temas como a propagação do discurso de ódio, a discriminação, preconceitos em geral, gerando uma maior conscientização da população e também das futuras gerações que comandarão o país, com isso “cortando o problema pela raiz”.