Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 22/07/2020

Genocídios e atentados não estão tão distantes.

Em 1994, uma tragédia desumana atingiu um pequeno país africano. O evento foi denominado Genocídio de Ruanda, e teve como principal causa o discurso de ódio às minorias étnicas. Dessa forma, é possível perceber as consequências desastrosas que ofensas à etnias, religiões, gêneros, classes sociais e até diretrizes políticas podem causar. Assim, a liberdade de expressão deve ser equilibrada a fim de garantir os direitos humanos.

A priori, encontra-se o discurso de ódio como justificação de genocídios e atentados terroristas. Nesse aspecto, são inúmeros os exemplos de calamidades causadas por essa hostilidade humana. Destaca-se o Holocausto, no qual, durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de Judeus foram assassinados metodicamente em câmaras de gás. Como um episódio mais recente, o Genocídio de Ruanda dizimou a etnia Tutsi e Hutu, totalizando cerca de 800 mil mortes. Ainda nesse sentido, conflitos religiosos persistem na Irlanda, atentados terroristas tem base religiosa e étnica, e sentimentos de racismo e xenofobia não deixam a população.

Além disso, a constância de tais sentimentos de ódio está atrelada às mídias e redes sociais. Num espaço aberto para expressão de qualquer tipo de opinião, discursos de ódio se intensificam entre os usuários da internet. Sob essa perspectiva, limitar a liberdade de expressão não é uma opção, mas sim controlar a disseminação da discriminação e do preconceito. Nessa lógica, manifestações em prol da agressão contra qualquer minoria não podem evoluir para ações violentas que ameacem a coesão social.

Portanto, a polarização e o discurso de ódio permanecem presentes no Brasil e no mundo. Cabe ao Ministério da Educação, em consonância com o Ministério da Cidadania, apresentar aos jovens a diferença entre simples expressão de opinião e preconceito desmedido. Só assim, por meio de projetos que visem a manutenção da dignidade humana, eventos desastrosos como o Genocídio de Ruanda, serão evitados.