Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

A Constituição Cidadã, apresenta uma série de regras voltadas aos direitos e deveres individuais e coletivos. No artigo 5 da mesma, é fundamento o princípio de isonomia. Esta contextualiza a igualdade de direitos a todos perante a lei. E garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e à prosperidade, sem a distinção da natureza. Não obstante, a sociedade contemporânea ainda possui grupos em desvantagem social. Isto ocorre pela imposição de padrões a serem seguidos. Diante disto, cabe buscar a interpretação de como esses discursos se propagam na atualidade, em um mundo onde o ódio é eminente.

Em primeiro lugar, os sentimentos de intolerância e ódio se encontram no plural. Em vista que se manifestam diante de grupos. A vulnerabilidade existente entre esses grupos minoritários faz com que não encontrem amparo suficiente nas instituições legais, por não serem representados legalmente. Por exemplo, a liberdade de ir e vir depende da segurança. Neste caso, é contraditório, pois o grupo das mulheres possui uma desvantagem em relação aos homens devido às violências a que são mais vulneráveis socialmente. Logo, os direitos presentes nas leis universais e liberais não funcionam adequadamente na prática.

Em segundo plano, as minorias se dizem respeito principalmente aos poucos direitos garantidos, a pouca representatividade nas instâncias de poder e pouca visibilidade no cenário social. Sendo assim, uma vez que estes grupos são mais frágeis socialmente, ocorre uma organização política entre essas pessoas. Elas não se tornam maioria ao se agruparem, mas com esta condição de grupo, formam uma força possível de disputa política e reivindicação de direitos. A tomada desta decisão é consequência dos comportamentos discriminatórios e preconceituosos. É, também pela luta contra o padrão vigente estabelecido. A exemplificação dessa problemática se dá pelo movimento LGBTQIA.

Em suma, é perceptível, que as raízes históricas dificultam a erradicação da intolerância e discurso de ódio contra minorias. É imprescindível que a Organização das Nações Unidas intervenha, pois inferi os Direitos Humanos. Consequentemente, deve haver a promoção de campanhas contra o isolamento ou o desprezo, as quais devem ser propagadas pelos meios de comunicação. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas de educação básica e família devem se inserir na discussão da valorização da individualidade de cada ser humano desde cedo. Com estas medidas, os pensamentos irão se desconstruindo gradativamente e haverá a formação de um mundo mais solidário e justo.