Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
A intolerância e discurso de ódio contra minorias tem ganhado cada vez mais destaque no cenário mundial, sendo tema principal de vários debates. As pessoas não nascem odiando outras, elas desenvolvem isso graças a um ciclo infinito, onde desde novas são ensinadas a terem aqueles sentimentos. Essa triste realidade parece reflexo da desorientação social quanto ao respeito às diferenças, bem como, da ineficácia da legislação brasileira para combater tais crimes.
Em uma primeira percepção, a herança histórica-cultural é a principal responsável pela permanência do preconceito na atualidade. Isso acontece, porque o modelo patriarcal, apoiado pela Igreja Católica durante o Período Colonial, junto à falta de participação de políticas públicas voltadas a inserção do negro na comunidade pós abolição da escravidão apresentam-se como relevantes na manutenção do pensamento arcaico. Visto isso, mantém a violência e o menosprezo com aqueles que fogem do padrão instaurado.
O que acontece é que alguns de classes dominantes se incomodam quando uma minoria aparece na TV, torna-se diretor de uma grande empresa de tecnologia ou entra para a carreira política, por exemplo. Sempre quando aparece um beijo gay nas novelas ou filmes brasileiras as pessoas sentem-se indignadas e cobram valores familiares, como se essas pessoas não existissem. Parece que a intenção é sempre abafar essas minorias e torná-las oprimidas.
Dessa forma, o Poder Judiciário e o Ministério Público precisam entrar em ação para que discursos de ódio e intolerância não sejam encobertos pela desculpa de imunidade parlamentar. Atacar, subjugar e humilhar outro cidadão vai contra os direitos humanos e esse artifício não pode ser usado nesses casos. Além disso, isso deve proibir que políticos aumentem suas vantagens em confrontos com a população em geral.