Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 25/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito de livre expressão, direito que se relaciona com o tema intolerância e discurso de ódio contra minorias. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada visto o desrespeito de uns com os outros. Esse cenário nefasto ocorre não só pela imposição de esteriótipos, mas também pelo constante estilo de vida de alguns ainda baseados no eurocentrismo. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro plano, vale ressaltar que não deve ocorrer o pré conceito, ou seja, estereotipar a pessoa simplesmente por suas características físicas. Este é o principal motivo pelo qual ocorre tanta desigualdade, gerando as manifestações, assim ocorrendo os discursos de ódio, humilhando o outro e as vezes a si próprio, pois somos todos iguais perante a lei. Pesquisas feitas pelo IBGE indicam que 63,7% dos desempregados brasileiros são negros ou pardos. Com isso há uma série de consequências inclusive a perda de algumas vidas.

Paralelo aos fatos, muitos ainda tem a mente fechada quando o assunto é a inclusão de tais grupos menores, como mulheres, negros e homossexuais. Pessoas com o espírito eurocêntrico, que não conseguem aceitar o fato de que os tempos mudaram e a clareza de que todos merecem respeito sobretudo ficou mais explícito. É fundamental que haja a devida docilidade entre todos, para que possamos desenvolver uma sociedade mais plural e menos monótoma.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o reconhecimento dos criminosos e o exercício de denúncia. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação,implementar aos livros didáticos de sociologia, que mostre que as diferenças existentes, são as nossas característica como sociedade. Órgãos importantes da justiça poderiam promover em redes sociais, enaltecendo aqueles que foram menosprezados. Ademais, a Polícia Civil deve criar uma ouvidoria anônima para que alvos de tal discriminação possam denunciar os agressores, de modo a incentivar denúncias em prol do combate à problemática.