Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 22/07/2020
Baseando-se na Constituição Federal de 1988 todos somos iguais perante a lei. No entanto, apesar dessa garantia, hoje é observado muita intolerância e discurso de ódio contra minorias. É de fundamental importância entendermos a que se refere a palavra minoria ao falarmos sobre esse assunto. A palavra minoria nesse contexto está ligada a grupos que apresentam uma desvantagem social. Podemos ter como exemplo de minoria, pessoas que ainda lutam pela consolidação de direitos constitucionais e reconhecimento social, como exemplo: o grupo LGBTQ, as mulheres e os negros. Apesar de o Brasil ser considerado um país miscigenado e o brasileiro ser considerado cordial, ainda temos a presença de muito preconceito e ódio contra as minorias.
A intolerância e o discurso de ódio sempre existiram, porém, este problema se torna mais evidente desde o momento em que um povo entra em contato com outro e os conflitos provenientes das divergências culturais muitas vezes alcançam níveis insustentáveis. Pode-se exemplificar tal fato
pela difusão do arianismo por Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial, que acreditava que o povo alemão seria a raça pura e superior que deveria comandar o planeta, sendo judeus, negros, homossexuais, ciganos e deficientes um perigo para a continuação da superioridade dessa raça, muitos inocentes foram mortos devido a um discurso de ódio.
Muitas pessoas acabam confundindo discuso de ódio com liberdade de expressão, todas as pessoas têm o direito de expressar sua opinião sobre qualquer assunto, no entanto, essa opinião não pode conter um discurso preconceituoso. Também devemos considerar que o discurso de ódio tem um alcance ampliado, visto que acaba atingindo a todos que partilham da mesma característica. Apesar de ser garantido a isonomia pela constituição federal, alguns desafios ainda estão presente em relação à equidade das minorias.
O Governo Federal deve aplicar campanhas em emissoras abertas com o propósito de estimular a consciência de igualdade. Também cabe ao Ministério de Educação incluir disciplinas que retratam a importância do convívio com as discrepâncias sociais, além da realização de trabalhos incluindo todos os alunos de forma diversificada.