Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 23/07/2020
A sociedade é formada a partir do desenvolvimento de padrões elitista que determina o que é “normal”, ou seja, o corpo social é construído a partir de pessoas brancas, de classe média ou alta, heterossexuais e com forte influência do patriarcado. Em virtude de um padrão convencionado do que seria o ideal e normal, grupos de pessoas denominados como minorias sociais sofrem constantemente preconceitos e intolerâncias. Tendo isso em consideração é necessário abrir maior diálogo para ajudar na luta contra a exclusão social.
As minorias sociais são muitas, no entanto recentemente houve a eclosão de muitos casos de racismo e homofobia no Brasil e no mundo. O racismo está estruturalizado na sociedade brasileira desde do fim da escravidão no país, desde então negros sofrem diariamente discriminações e injúrias por conta da cor da sua pele e pelos estereótipos atribuídos a eles. Da mesma maneira, a comunidade LGBTQI+ sofre preconceitos e discriminações por conta das orientações sexuais ou identidade de gênero das pessoas dessa comunidade. No dia 25 de março deste ano, um homem chamado George Floyd foi morto asfixiado por policiais brancos nos EUA, após uma abordagem muito violenta contra ele, esse ocorrido com Floyd gerou uma onda de protesto contra a violência policial e o racismo em todo mundo. Assim como negros são mortos todos os dias por intolerância racial, os LGBTQI+ são constantemente assassinados por pessoas intolerantes, que sentem ódio dessa comunidade, tanto que um relatório feito pelo Grupo Gay da Bahia(GGB) apontou 445 assassinatos de pessoas LGBTQI+ em 2017. Além de sofrerem discriminações e ataques de ódio, os negros e a comunidade LGBTQI+ têm seus direitos como cidadãos vedados a muito tempo. Nos anos 60 as pessoas que se identificavam como LGBTQI+ eram considerados doentes mentais, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais adiante essa comunidade sofreu com a imposição de leis que proibiam eles de usar algumas peças de roupas, como por exemplo a lei das três peças de roupa. De mesmo modo houve a criação de leis que privavam os direitos dos negros, como a Lei do Império de 1824, que proibia os negros de estudarem.
Tendo essas questões em vista, é necessário que as minorias sociais tenham mais voz ativa na sociedade. Portanto é preciso ter mais visibilidade e representatividade destas pessoas nos meios de comunicação e na política. Considerando isso cabe a população com voz ativa e o Estado a se mobilizarem para ajudar na inclusão das minorias no corpo social, através da criação de leis que punem atos de intolerância e demonstração de ódio às minorias. Além disso deve-se apoiar os movimentos em prol das minorias, como exemplo a parada LGBTQI+, pois somente assim haverá o empoderamento das minorias, a garantia dos seus direitos e espaço na sociedade.