Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

A Intolerância e o discurso de ódio contra minoria não é algo que ocorre a uma década ou a um século atrás. É algo que se repercute a muitos e muitos anos. Pode ser considerado um exemplo de minoria, a relação das mulheres no futebol. “Futebol é coisa de homem”. Isso foi afirmado por muitas pessoas por uma simples razão que muitos não têm o conhecimento, que é a genética e o passado histórico, onde as mulheres não tinham os seus direitos e o seu devido lugar na sociedade. Isso ocorre porque, geneticamente, os homens tendem a ser mais forte do que as mulheres por diversos fatores genéticos e históricos que será dito e explicado de uma forma simples e resumida a seguir.

Geneticamente e historicamente falando, de acordo com o site Brasil Escola, o homem tem um hormônio chamado testosterona, que lhe dá uma vantagem maior para a existência de musculatura, facilitando o surgimento de músculos, deixando assim, o homem mais forte. Automaticamente, se o homem for mais forte, ele será responsável pelo alimento, que seria a caça de animais e alguns frutos que teriam que ser escalados. Com isso, percebe-se que os homens se tornam superiores historicamente por essa pequena vantagem, deixando a mulher de lado na história. Por isso, cresceu esse preconceito imenso de que as mulheres somente servem para os cuidados da casa.

Retornando ao futebol, muitos pensam a mesma coisa, de que as mulheres não têm condições para jogarem futebol profissionalmente, somente por sua genética, serem inferiores aos homens. Na verdade, essa afirmação de que somente homem joga futebol é completamente errada, pois têm muitas mulheres que jogam muito melhores do que jogadores profissionais. A jogadora profissional se dedica e se doa mais a esse tipo de mercado do que os homens, pois sabe-se que é mais difícil ter destaque do que um homem, o que acaba deixando o jogo feminino muito mais “interessante” do que o masculino.

Com isso, pode-se dizer que, as mulheres precisam de uma valorização maior do que a existente para o futebol feminino se desenvolver. O site de notícias virtuais Globo Esporte soltou uma matéria no dia 14/05/2020, falando sobre o que está acontecendo no futebol feminino em relação a essa pandemia. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disponibilizou aos clubes femininos, cerca de 3,7 milhões para cobrir despesas, pelo momento que estamos vivendo, mas nada adiantou, pois as diretorias dos clubes, não repassaram isso para as atletas e para o clube. A desvalorização do futebol feminino é o que prejudica as atletas que tem o sonho de jogar profissionalmente. A proposta de intervenção dada é para as diretorias. É necessário a liberação do dinheiro para as atletas melhorarem sua condições e poderem pensar em um futuro promissor no futebol, assim como os meninos pensam. “A igualdade é um direito, mas não quer dizer que é um fato”.