Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 22/07/2020
No dia 13 de maio de 1888, a escravidão no Brasil foi abolida. Porém, com essa abolição as desigualdades sociais no país aumentaram, isso se explica pelo fato de que os negros não tiveram um apoio após a abolição da escravatura, se tornaram então, libertos sem rumo. Convém, então, analisar a discriminação sofrida por negros e o preconceito sofrido por mulheres que lutam pelos seus direitos como uma problemática na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar nota-se a discriminação sofrida por negros como uma forma de intolerância a cor negra, o que provoca o racismo. No Brasil, a população negra tem mais chance de homicídio do que a população branca, isso se da pelo fato dessa sociedade desde o a época da escravidão sofrer com desigualdade social e também pelo fato de racistas tratarem os negros como pessoas diferentes, sendo assim usam violência para atacar os negros.
A sociedade brasileira tem em suas raízes a intolerância. Essa condição de acordo com o filósofo alemão Jurgen Habermas, foi causada por processos sócio históricos, pois as instruções sociais, responsáveis pelas leis e condutas da sociedade, sempre foram controladas por uma maioria política, uma elite preconceituosa, patriarca e exploradora. O domínio de pensamentos dessa classe difundiu uma visão intolerante acerca das minorias, as quais foram marginalizadas e nunca tiveram oportunidade de lutar por seus direitos. A cultura de ódio e a regulação social excludente expõem as minorias a violência e opressão social.
conclui-se que a falta de respaldo jurídico aliada a perduração de valores preconceituosos faz com que o Brasil se destaque como país intolerante. Com intuito de mudar esse cenário, o governo deve agir em duas frente: a jurídica e a educacional. No âmbito jurídico, o estado deve se desempenhar em aumentar a segurança das minorias, formulando em leis como o Estatuto da diversidade sexual e de gênero, que prevê uma punição específica para homofóbicos e garante direitos LGBTs.