Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 21/07/2020

Na peça teatral “O Alto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece críticas sobre os comportamentos problemáticos da sociedade do século XIX. Hodiernamente, no século XXI, a sociedade ainda se apresenta de uma forma problemática, um exemplo disso é a intolerância e o discurso de ódio contra as minorias. Isso se dá tanto pela falta de empatia como pelo legado histórico brasileiro.

Em primeiro plano, vale salientar, a ausência de empatia como um agravante do problema. O filósofo Zygmunt Bauman, na sua teoria sobre a “Modernidade Líquida”, afirma que as relações estão cada vez mais frágeis, e individualistas. Perante isso, nota-se uma sociedade cada vez mais espinhosa, visto que já não há um sentimento de compaixão pelo próximo. Esse padrão de comportamento gera uma sociedade cada vez mais violenta e intolerante, o que dificulta a resolução da problemática.

Além disso, o ódio destilado contra as minorias está estritamente ligado com o legado histórico brasileiro. Já no Período Regencial houveram várias revoltas feitas pelas minorias, como a revolta dos malês, sabinada, cabanagem, dentre outras, todas elas foram tratadas com pouca tolerância da aristocracia e reprimidas duramente. Desse modo, percebe-se que desde a formação do Brasil havia a presença da forte intolerância e do ódio posto sobre as minorias da população.

Portanto, medidas para aumentar a tolerância e diminuir o ódio contra a parte marginalizada da população devem ser buscadas. Para que isso aconteça o Ministério da Educação juntamente com as Escolas, deve desenvolver projetos juntamente com os professores de história e sociologia. O objetivo será pautado em desenvolver empatia e conhecimento acerca das minorias, a forma como elas são tratadas ao longo do tempo e formas de reverter isso. Isso será realizado através de aulas expositivas que busquem quebrar os padrões históricos acerca da parte marginalizada da população, promovendo uma nova geração de alunos mais consciente e empática.