Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

Em 1935, Adolf Hitler instituiu as Leis de Nuremberg, que determinavam a segregação racial entre judeus e arianos, raça que supostamente seria a linhagem “mais pura” do ser humano. A partir de então a Alemanha foi sendo marcada pela perseguição e eliminação de judeus, negros, ciganos, homossexuais e deficientes físicos e mentais. Apesar de terem se passados anos, ainda há grupos que são vistos como superiores, assim dando espaço para intolerância e o discurso de ódio contra as minorias.

De acordo com o artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação às outras com espírito de fraternidade”. Entretanto, em nossa contemporaneidade a sociedade fere o que é pregado pelo artigo, visto que o preconceito e a violência só crescem em relação às minorias como os negros, as mulheres e os lgbtqa+ (lésbicas, “gays”, bissexuais, transexuais, “queer”, assexuais, etc.). Segundo um levantamento do Datafolha, em 2018 uma média de 536 mulheres foram agredidas fisicamente por hora.

Somando a isso, podemos mencionar a presença do discurso de ódio na “internet”, onde as pessoas podem se esconder através do anonimato, assim facilitando a impunidade de seus atos. Nas mídias sociais as pessoas podem facilmente publicar pensamentos homofóbicos, racistas ou machistas e dessa forma encontrarem grupos de pessoas que compartilham do mesmo pensamento preconceituoso, assim gerando a repercussão de comentários ofensivos. Um exemplo dessas situações foram os atentados homofóbicos sofridos pela apresentadora Fernanda Gentil, que após assumir seu namoro com uma mulher, passou a receber em seu Instagram e Facebook mensagens na qual a chamavam de “sapatão” e diziam que aquele relacionamento não era normal.

Em virtude dos fatos mencionados, apesar de o Brasil apresentar leis que visam assegurar a igualdade entre indivíduos, elas não são seguidas na prática, portanto, a educação é um dos primeiros meios de reverter esse quadro, mostrando aos alunos que é importante aceitar a diversidade. Esse trabalho deve ser executado através de filmes, diferentes disciplinas, livros, palestras, trabalhos em grupo, entre outros. Ademais, cabe ao governo à criação de leis específicas aos crimes de discurso de ódio na “internet”, para que não ocorram mais tragédias como as do holocausto.