Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
Segundo o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos”. Entretanto, verifica-se na realidade, o contrário. Tal fato evidencia-se nos discursos de ódio e intolerância enfrentados pelas minorias presentes no mundo inteiro. O conceito de “minoria” pouco tem a ver com a quantidade de indivíduos presentes em uma parte da sociedade, e sim com a desvantagem que essa porção apresenta em relação à sociedade em geral. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aproximadamente 48% da população brasileira é formada por homens, ao passo que 52% são mulheres. E por mais que o sexo feminino integre a maior parte da população, o machismo continua presente no Brasil. A persistência dessa problemática é proveniente de vários fatores, entre eles: os discursos de ódio propagados por usuários da internet, bem como a ausência de leis mais rigorosas pelo Estado.
Primeiramente, vale ressaltar que uma das grandes causas desse comportamento pelos brasileiros é a falta de consciência por parte dos usuários da internet. Esses, por sua vez, fazem comentários machistas, racistas e homofóbicos, encontrando outros milhares que concordam com eles. Com isso, os discursos de ódio são cada vez mais potencializados, causando malefícios, como o Minority Stress (estresse de minorias, em português). Tal teoria diz que os estresses sofridos por minorias (seja por parte de amigos, família, ou até mesmo desconhecidos) fazem com que os riscos para tais pessoas em sua saúde física e mental sejam aumentados, justamente por causa da não aceitação entre os demais. Tal situação é uma das maiores causas de suicídio entre indivíduos da comunidade LGBTQIA+. Um estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos EUA, realizada com 32 mil jovens mostrou que a probabilidade de um jovem homossexual cometer suicídio é cinco vezes maior que um heterossexual. Essa situação representa um grande problema que necessita de solução urgentemente.
Além disso, outro fator que tanto contribui negativamente para a persistência da atual situação é a falta de leis rigorosas que punam pessoas que praticam a intolerância no Brasil. Sem tais leis, a população se assegura de que não será punida, o que só aumenta a problemática. Diante de tal fato, fica evidente que esse é um problema recorrente e que precisa ser resolvido.
Tendo em vista esses fatores, é imprescindível que essa problemática deve ser solucionada. Para isso, o Estado, em parceria com ONG’s e psicólogos, devem organizar eventos de conscientização da população em geral, para que sejam menos intolerantes, mais abertos à mudanças e conscientes em relação aos problemas diários enfrentados por minorias. A partir dessas ações, espera-se o fim da intolerância e discursos de ódio contra minorias, não só em território nacional, mas em todo o mundo.