Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 22/07/2020

O livro o cidadão de papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as malezas que afligem o Brasil conteporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que há uma intolerância e discurso de ódio contra minorias. Essa realidade  está presente em todos os locais, independente do país e do povo que está inserido. Com isso, fatores como a falta de leis efetivas em coibir e identificar tais práticas, traz como resultado um ciclo que cada vez mais mostra  pessoas sendo vítimas de ignorância e falta de sensibilidade humana.

Primeiramente, cabe ressaltar que no Brasil o avanço do discurso de ódio e a polarização nas democracias onde mulheres, negros, indígenas, imigrantes, grupos religiosos e LGBTI+, têm sido cada vez mais estigmatizados. Logo, a alta vulnerabilidade e desvantagem social acabam criando uma relação de dominância de subgrupos que delimitam e padronizam o que se entendem por minorias. Sendo assim, o desconhecimento, aliado á falta de efetivação ao combate a segregação, exclusão e descriminação das minorias, torna essas pessoas invisíveis perante a sociedade, o que fere o direto de equidade social.

Em segundo plano, podemos afirmar que o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios de LGBTs  em toda a América, segundo o ILGA. Nesse sentindo, tais dados revelam á importância e necessidade da igualdade social, que é garantida pelo artigo 5, da Constituição Brasileira de 1988. No entanto, o que vemos é algo totalmente contrário.