Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 27/07/2020
É mundialmente notório que minorias, como negros, indígenas, mulheres, homossexuais, moradores de periferias ou de rua e deficientes físicos sofrem com preconceito e repugno de outros grupos da sociedade que praticam discursos de ódio. Minorias não grupos em desvantagem numérica, mas sim em desvantagem social, que não representados politicamente ou culturalmente, ou que ainda não possuem privilégios e direitos iguais a todos. Um exemplo que demonstra isso é a pesquisa feita pelo IBGE, onde é evidenciado que 48% da população é composta por homens e os outros 52% são compostos por mulheres, e mesmo assim, elas possuem menos direitos trabalhistas e políticos que homens.
Convém relembrar que a falta de tolerância ou aceitação de algum grupo ou até mesmo de alguém acaba provocando separação, exclusão e desprezo por essas pessoas e também pelos seus direitos, portanto, a intolerância acaba tendo uma ligação direta com o discurso de ódio. Essa segregação é existente desde a colonização do Brasil e de outros atuais países, com a escravização, missões civilizatórias, dominação de homens sobre mulheres, separações de direitos raciais e também de direitos sexuais, onde integrantes da minoria muitas vezes não eram considerados nem mesmo cidadãos e quase não tinham direitos. Apesar disso, ao passar de tempo, diversos direitos foram conquistados com muito sacrifício, como a Lei Áurea em 1888 ou a conquista do voto para mulheres 1927. Porém, mesmo com a superação de graves abismos na sociedade, a intolerância nunca deixou de existir, até hoje (no século XXI) existe um grave preconceito com grupos como LGBTQIA+ ou com negros, causando enormes. Um exemplo foi quando a escravidão deixou de existir com a Lei Áurea, onde o racismo não deixou de existir e não foram feitos obras ou campanhas para inclusão social de negros. Um grande regime de segregação racial que aconteceu em na África no século XX por conta do racismo foi o Apartheid, que retirou praticamente todos os direitos de pessoas negras e separou-as de brancos.
Dessa forma um grande meio que poderia contribuir para amenização e talvez um extermínio da intolerância e do discurso de ódio são as redes sociais, onde seria imprescindível que esses atos fossem expostos por pessoas que presenciam ou que foram vítimas desses preconceitos para que causas contra o preconceito cheguem a mais lugares e também ganhem força para irem recorrer a justiça, onde também é de extrema necessidade que haja uma punição mais rigorosa por parte do Supremo Tribunal Federal, tanto na criação e modificação de leis para serem mais rígidas, quanto no julgamento presencial de culpados que acabam praticando o discurso de ódio.