Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 25/07/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade social. Entretanto na prática, tal garantia é deturpada, visto que ainda hoje há grupos de pessoas sofrem com o discurso de ódio por conta das suas escolhas ou até mesmo por coisas irreversíveis, como sua raça. Esse cenário nefasto ocorre não só na homofobia, mas também sobre os estereótipos criados pela sociedade em relação a raça negra. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é a rejeição a pessoas LGBT’s, gerando atitudes imorais e antiéticas. No Brasil, no ano de 2019 foi registrado uma morte por homofobia a cada 23 horas. Vivemos em um país constitucionalmente assegurado pela liberdade de expressão, entretanto torna-se inadmissível dados tão alarmantes de atentado contra a vida e o respeito ao cidadão por sua diversidade sexual. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Em segundo lugar, destacasse o preconceito contra o homem negro. Embora hoje, a ideia de escravidão tenha sido abolida, ainda persiste na sociedade resquícios desse período colonial, aonde a raça negra é vista como submissa ao brando e incapaz. Com isso, há uma maior dificuldade de os negros ingressarem no mercado do trabalho ou de ocuparem cargos maiores, geralmente apoderado por homens brancos.
Em suma, apesar dos discursos de ódio ser algo de séculos, poucas medidas vêm sendo tomadas para reverter esse quadro. Diante desse cenário, as Organizações das Nações Unidas com apoio dos governantes nacionais devem elaborar campanhas. Essas que deverão ser difundidas em todos os meios de comunicação como forma de desconstruir pensamentos que preguem a violência ou a exclusão. Dessa maneira, aos poucos, essas ideias ficarão no passado, dando espaço para um mundo com mais amor e respeito.