Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 24/07/2020
Atualmente o mundo todo está repleto de discriminação, no qual, pessoas não enxergam o ponto de vista alheio, desprezando-as por sua cor, sexualidade ou religião, formando verdadeiros intolerantes que buscam discursar seu ódio contra à minoria que é contrária a sua forma de pensar.
Pessoas que possuem uma discriminação, certamente na vida infantil obtiveram contato entre o “certo e errado”, ou seja, nasceram em famílias no qual já obtém suas crenças e valores definidos, são ambientes nos quais qualquer forma de se pensar fora do padrão está errado e buscam defender suas ideias muitas vezes com ódio alheio.
Em primeira análise, cabe pontuar que no Brasil o avanço do discurso de ódio e popularização nas democracias, onde mulheres, negros, indígenas, imigrantes, grupos religiosos, e LGBTQI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queers e intersexuais), tem sido cada vez mais marcado. Logo, a alta vulnerabilidade e desvantagem social acabam criando uma relação de dominância de subgrupos ou grupos dominantes que delimitam e padronizam o que entendem por minorias. Sendo assim, o desconhecimento da diversidade, aliado à falta de e efetivação ao combate a exclusão e descriminalização das minorias, tornam essas pessoas invisíveis perante a sociedade, o que fere o direito de igualdade e equidade social.
Somando a isso, pode-se afirmar que o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios de LGBTQI+ em toda a américa, com 340 mortes por homofobia em 2016, segundo o último balanço do ILGA (International Lesbian and Gay Association). Nesse sentido, tais dados revelam à importância e necessidade a igualdade social, visto que é garantida por lei no Artigo 5 da Constituição Federal a igualdade a todos os cidadãos, e assim a tutela dos direitos das minorias. No entanto, o que vemos é a omissão e a negligência de governantes que através de um discurso conservador, incentivam mais ainda o ódio e a intolerância que consequentemente gera violência , e com isso silenciam milhares de pessoas que acabam pagando com a própria vida.
Portanto, são indispensáveis, mudanças rápidas e enérgicas, em que a educação seja um dos meios principais dessa ação, tendo o papel primordial nesse desafio, uma vez que está relacionada ao comportamento social de uma nação. Desse modo, o Estado tem uma função indispensável na condução de projetos e leis que visem o aprimoramento e medidas que levem a equidade social de igualdade a todos os grupos sociais que estão em condições de vulnerabilidade. Com isso, a mídia juntamente com a escola são ferramentas fundamentais para conduzir o processo de integração e inclusão social desses grupos por meio do conhecimento das diversidades sociais.