Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/07/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da repulsa contra parte da sociedade brasileira. Nesse contexto, torna-se evidente como causa a influência dos pais e responsáveis, bem como a formação histórica do Brasil.

A priori, sabe-se que crianças não nascem intolerantes, é preciso que tal discurso de ódio seja ensinado. Segundo o filósofo Émile Durkheim, os jovens tendem a se espelhar nas atitudes daqueles com quem convivem. Além disso, é fato que uma criação baseada em preconceitos resulta na formação de um indivíduo ignorante perante aos diferentes, sendo os grupos de minorias os mais afetados.

Outro ponto relevante nessa temática, são os processos sócio-históricos. A escravidão negra, a exploração do índio, o pensamento católico (que abominava os homossexuais) e as instituições responsáveis pelas leis e condutas da sociedade, sempre foram controladas por uma maioria política, uma elite preconceituosa e exploradora, que geraram uma cultura intolerante, que perdura na sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O ministério da educação junto ao poder legislativo, deve entrar em acordo, para que assim as escolas abordem mais o tema, para que a nova geração se importe com o próximo e que as leis sejam mais rígidas. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições de vida desses grupos desfavorecidos, e que os seres humanos se coloquem mais no lugar do outro, como diz o poeta Leminski “em mim, vejo o outro”.