Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/07/2020

Há um clichê que diz: Politica, religião e futebol não se discutem. porém a liberdade de expressão é um direito fundamental do homem, que garante a manifestação de opiniões, ideias e pensamentos sem retaliação ou censura por parte de governos, órgãos privados ou públicos, ou outros indivíduos, tal conceito deixa brecha para que discursos de ódio sejam justificados pela liberdade de expressão.                                                            Em primeiro lugar, convém destacar que tal conjuntura é gerada por falta de tolerância. Isso porque “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”, como afirma o filósofo Arthur Schopenhauer. Partindo-se disso, as pessoas são intolerantes para com os que divergem de suas convicções, vendo-as como corretas e discriminando as outras pessoas, não as vendo como iguais. Dessa forma, a intolerância à diferença é precursora do ódio, sentimento de profunda hostilidade.             Em segunda análise um fato como o do goleiro aranha, do Santos, chamado de “macaco” por uma torcida do time adversário, caracteriza um tipo visível de discurso de ódio, em que o agressor vai direto ao ponto, já os invisíveis, mais sutis, que se escondem em comentários que podem passar despercebidos, pois abordam discursos que já foram incorporados pela sociedade, mas não pelas vítimas, muitas vezes quem faz, não vê maldade.                                                                                                            Portanto, é necessário que se amenize a atual situação vivenciada pelas minorias. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura deve mudar a convicção de desrespeito às diferenças, por meio de palestras e campanhas distribuídas em escolas, comunidades e redes sociais, que eduquem o cidadão em relação a tolerar ideologias diferentes da sua e que todos são iguais perante a lei e isso deve ser respeitado. Além disso, é dever do Governo Federal amenizar o quadro atual de exclusão social, mediante políticas públicas, as quais efetivem os direitos das minorias que estão sendo ignorados pelos grupos majoritários. Assim, o Brasil - se tomadas essas medidas - poderá efetivar um dos seus objetivos. fundamentais, que está sendo vilipendiado, e as pessoas poderão experimentar mais igualdade e harmonia em sociedade.