Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
Infelizmente, vivemos em uma sociedade racista, homofóbica e machista. O Brasil teve mais de 300 anos de escravidão sendo o último país da América latina a aboli-la, teve mais de 2 mil mortes por homofobia nos últimos quatro anos e apenas no ano passado foi considerado um crime no Brasil. Sem contar que o nosso país teve um aumento de 22% de casos de feminicídio nessa pandemia. Por causa disso muitas pessoas cometem o que é chamado de machismo/homofobia/racismo/ estrutural, mas o que afinal é isso?
O preconceito estrutural é a naturalização de hábitos, ações e falas preconceituosas, muitas vezes cometida de forma imperceptível por serem comentários do dia a dia, muitas vezes falamos essa palavra sem saber da origem de seu nome, um exemplo disso é o criado mudo, os escravos eram obrigados a ficarem do lado da cama dos senhores em pé e calados, segurando um copo de água, para que se os senhores acordassem à noite com sede era só pegar o copo, mas para que não os confundissem com os outros criados, os senhores os chamavam de criados mudos.
Esses preconceitos contra minorias, infelizmente já fazem parte da sociedade brasileira. Só nos últimos quatro anos 2 mil membros da comunidade LGBT foram mortos no Brasil. Infelizmente ainda é comum vermos ou lermos no jornal, manchetes relatando mortes e violências por conta desses preconceitos, como, por exemplo, o caso da Jaqueline dos Santos que foi morta em Tabaporã por feminicídio. O Brasil registra um caso desse tipo a cada 7 horas.
As minorias sempre foram excluídas no Brasil por conta de preconceitos raciais, sexuais, ou qualquer coisa que os tornem diferentes e infelizmente não temos muitas medidas sendo feitas para mudar isso. As escolas deveriam fazer mais palestras e grupos de inclusão para que desde cedo os jovens aprendam que independente das diferenças devemos respeitar a todos, dessa forma teremos um Brasil mais igualitário e melhor para as futuras gerações.