Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 24/07/2020
Notórias minorias
Hodiernamente, vivemos em tempos estranhos. A ignorância de certas pessoas sobre as questões sociais é um problema cada vez maior. Como diria Newton, “o que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano”, essa antiga frase persiste na contemporaneidade e também traz consigo várias problemáticas, uma delas vem sendo ignorada por um conjunto da sociedade. Esse problema é a intolerância e o discurso de ódio contra minorias.
Em primeiro lugar, segundo a revista (EXAME; 2018, apud, AI; 2017) “Brasil foi país que mais matou minorias em 2017”. Esse dado mostra que existe sim uma intolerância para com as minorias, como também evidencia indiretamente todo um discurso oculto que leva uma pessoa a matar a outra por motivos fúteis de suas crenças e ideologias.
Em segundo lugar, o fato de uma pessoa ser diferente da maioria e se encaixar dentro de uma minoria não faz a mesma ser inferior ou incapaz. Pode ser citada a imagem de Alan Turing, pai da computação, que era homossexual e sofreu castração química pela sua opção sexual. Apesar de ter sofrido, o mesmo foi capaz de provar aos preconceituosos que sua sexualidade não interferia em nada, ajudando na quebra do código nazista durante a Segunda Guerra Mundial, e, mais tarde, recebendo as desculpas por quem apoiou a sua penalidade irresponsável. O grande feito de Turing mostrou que as minorias existem sim e também são muito importantes para a sociedade.
Em virtude dos fatos mencionados, é mister que essa parcela da sociedade receba o seu respeito e seja reconhecida pela sociedade em geral. A integração dessas pessoas nas universidades e lugares públicos deve ser respeitada juntamente com o reforçamento das campanhas públicas de inclusão, como as cotas. Não somente isso, mas a segurança e a dignidade dessas precisam estar ativas. Deste modo, a sociedade poderá caminhar em solos de igualdade e justiça.