Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/07/2020

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Estado garantir que todos sejam iguais perante a Lei. Entretanto, o não cumprimento desta Lei se torna evidente, pois é notável o grande aumento do discurso de ódio contra as minorias, e coisas como agressões e estupro à mulheres vem sendo constantemente amenizadas e diminuídas, muitas vezes culpando às vítimas por terem sido violentadas – segundo dados do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, no mínimo 597 mil pessoas são estupradas no Brasil, e dentre elas, 89% são mulheres. Além disso, outro dado importante é o do aumento de grupos neonazistas no país e, segundo a SaferNet Brasil, só no mês de maio de 2020 foram criadas 204 novas páginas de discurso neonazista na internet, contra 42 no ano passado e 28 no retrasado.

Na série americana de comédia policial, Brooklyn 99, o capitão da delegacia é negro e gay. Ele fala diversas vezes sobre o quanto foi menosprezado pelos colegas de trabalho quando era apenas um detetive, sofrendo discriminação entre outras coisas. Conta como foi difícil para ele chegar onde chegou, comandando sua própria delegacia e até mesmo quase chegando a ser um comissário de polícia. Além dele, há também o sargento, que é negro. Em um determinado episódio, ele é abordado por um policial branco por estar andando pela rua onde morava no meio da noite em um bairro mais nobre, sendo tido pelo guarda como alguém suspeito, mostrando o preconceito que muitos negros passam, sendo sempre vistos como pobres e criminosos em potencial.

Segundo o historiador e filósofo Leandro Karnal, a sociedade atual é, e sempre foi, extremamente falocêntrica, banalizando os valores de perdão femininos e enaltecendo os homens, mesmo quando estes estão errados. Como exemplo disso, tem-se o que foi citado anteriormente, onde as mulheres sempre são incentivadas a perdoar agressões e abusos ao invés de leva-los adiante e denunciá-los, tratando a dor e o que elas passam como se fosse algo pequeno e indiferente. Há ainda quem culpe as vítimas pelas agressões, por estressar o marido, provocar homens na rua com roupas curtas, entre outros motivos.

Como meio de amenizar e diminuir a incidência do ódio para com as minorias, é de suma importância a criação de políticas públicas,por exemplo o oferecimento de palestras de conscientização para a população a respeito dos LGBTs, negros e mulheres. É importante também dar mais reconhecimento à artistas que fazem parte destas minorias, e também dar ouvidos e credibilidade às suas denúncias.