Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A intolerância e o discurso de ódio contra as minorias reflete essa realidade, uma vez que, a influência das ideologias primitivas de segregação e preconceito, persiste pela parte das pessoas exclusas das minorias, além da falta de compreensão dos mesmos, que perseguem esses grupos minoritários sem sequer pensar em como eles se sentem com isso.

Nesse contexto, é preciso ressaltar que a influência de pais preconceituosos sobre os filhos se configura como um agravante dessa problemática. Fato é que ao conviver com atitudes intolerantes e discursos de ódio constantes, a criança tende a levar esses conceitos sobre as minorias para vida adulta, renovando assim, o grupo de pessoas com esse pensamento rudimentar.

Ainda na perspectiva dessa problemática, vale destacar que a falta de empatia dos grupos maioritários assevera esse problema. Nesse sentido, é evidente que ao não ter compaixão com o próximo, a naturalidade e frequência que se toma essas atitudes é muito maior, tornando o ódio direcionado as minorias um episódio comum.

É evidente, portanto, que há entraves para que a intolerância e o discurso de ódio contra minorias seja erradicado. Dessa maneira, é preciso que os Estados de todo o mundo se pronunciem, mostrando a visão mais justa sobre o assunto por meio das mídias, seja pelas redes sociais como Twitter  e Instagram ou até mesmo em propagandas de TV e rádio, para que esse grupo tenha uma melhor integração na sociedade. É imprescindível, também, que as pessoas mais influentes presentes nos grupos minoritários, promovam a divulgação desse movimento, por intermédio de suas redes sociais, mostrando envolvimento no projeto com publicações e “stories”, a fim de que as minorias tenham sua dignidade humana preservada.