Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, uma vez que a Intolerância e o ódio contra minorias apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da cultura conservadora, quanto da ineficiência do sistema educacional brasileiro. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a intolerância e o ódio contra minorias deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a cultura conservadora faz com que as pessoas consideradas “minorias” se tornem vulneráveis e muito mais suscetíveis a sofrerem violência, seja ela verbal ou física, por parte da população que não aceita essas diferenças existentes.  Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a ineficiência do sistema educacional brasileiro como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, muitas escolas ignoram matéria de grande importância como sociologia, a qual teria a eficácia de ensinar e debater sobre as minorias, como instrumento educativo, de inclusão, formação e cidadania, capaz de proporcionar uma cultura de paz. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a ineficiência educacional no Brasil contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a intolerância e o ódio contra as minorias, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em reforços nas matérias de Sociologia e Histórias em especial no ensino médio, para que os alunos não disseminem ódio e intolerância, através de palestras e dinâmicas em sala de aula, tais dinâmicas como simulações de tribunais, teatros ou debates acerca de problemas decorrentes como a intolerância aos imigrantes, LGBTQ+, negros e indígenas.