Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que tange ao respeito às diferenças humanas. Dessa forma, observa-se que a intolerância e os discursos feitos contra as minorias sociais refletem um cenário desafiador tanto pelo preconceito quanto pela confusão do discurso de ódio com liberdade de expressão.
Os preconceitos nas suas mais variadas formas carregam muitas vezes a história da humanidade, como por exemplo a escravidão e a inferiorização das mulheres na sociedade. Além do contexto histórico, o individualismo tomou força nas relações sociais no período pós-moderno. Tal comportamento leva a falta de empatia que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, marginalizando e desqualificando as diferenças.
Muitas vezes o discurso de ódio é confundido com a liberdade de expressão, porém a liberdade de expressão do indivíduo se limita no momento em que fere a honra e a dignidade de uma pessoa ou grupo social. O discurso de ódio se maximiza nas mídias por possuir um maior impacto devido ao seu grande alcance e além disso há uma falsa sensação de anonimato e impunidade a quem realiza o ato.
A fim de solucionar a questão, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados no combate a intolerância e ao discurso de ódio. Portanto, o governo brasileiro deve promover campanhas nas mídias, por intermédio de propagandas mostrando as consequências da intolerância na sociedade. Além disso, o ministério da educação deveria trabalhar esse tema nas escolas desde a primeira infância através de atividades lúdicas que promovam o convívio com as diferenças. em conjunto, com o objetivo de frear a intolerância, especialmente nas mídias, é necessário que haja a criminalização através de projetos de leis punindo de forma exemplar o discriminador. Assim, caminharemos rumo a uma sociedade mais humana e igualitária.