Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/07/2020

A persistência do discurso de ódio e intolerância contra minorias é nítida, pois, uma vez que uma ideia esta estruturada na cabeça de varias gerações, a dificuldade de reverte-la aumenta. Batidas em bares gays, incriminação de pessoas apenas por sua cor de pele e violência contra mulheres, são apenas alguns exemplos de problemas cotidianos na vida dessas minorias. Nesse sentido, dois aspectos se fazem relevantes: o legado histórico-cultural e as conquistas por direitos. Pode se mencionar, que em 1997, aconteceu a primeira parada lgbt, que acontece todos os anos desde então, que luta não apenas pela comunidade que nomeia a mesma, mas pelas mulheres, negros, indígenas,e todos os que precisam de apoio, essa parada foi impedida de passar por policiais, mas com muito bom humor, um desmaio foi fingido, desviando a atenção dos policiais, possibilitando a passagem da parada. Esse dado mostra quão firme essa comunidade é, gritando que existem, e que sofrem com tanta descriminação, o movimento feminista e anti-racista, que também participam da parada, nos últimos anos tem cada vez mais apoiadores, e sem duvida nenhuma, esses grupos intolerados e que sofrem com tanto ódio, aos poucos, vem ganhando visibilidade. Em decorrência disso, em 2014, o Brasil aprovou o casamento de pessoas do mesmo sexo, a lei Maria penha em 2006, protegendo mulheres contra violências, e a própria lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, foi uma lei que favorece uma minoria, os negros. Por certo, ainda existem vários direitos a serem aprovados, mas o progresso é evidente e precisa ser comemorado e discutido, para convencer mais pessoas a participar, não só por fazerem parte das minorias, mas também como simpatizantes a favor da liberdade, respeito e amor. Fica claro, portanto, que mudanças no cenário que já ocorreram, mas ainda temos muito o que conquistar. A necessidade de uma ampliação na legislação dos direitos humanos, a fim de proteger por completo as minorias, as motivando a continuar com sua luta e passando uma maior segurança em casos de crimes cometidos, punindo com uma pena mais rígida determinada por um juiz ou uma multa com alto valor, impedindo, aqueles que o cometem, a repetir o erro.