Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

Feita pela ONU em 1948, a Declaração Universal Dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à inclusão social de qualquer povo na sociedade e ao bem estar social. Conquanto, a incidência de rejeição dessa minoria impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

É importante ressaltar, em primeiro lugar, que discursos de ódio vem tomando proporções cada vez maiores, uma vez que os casos, são noticiados nas mais diversas mídias, contra as pessoas que são consideradas “minorias”, como negros, mulheres, índios e gays, por exemplo, possuem índices consideravelmente altos. Assim, o IBGE em 2018, demonstrou, por meio de estatísticas, que os casos de agressões contra as pessoas que compõem a comunidade LGBT aumentaram muito, além de dados divulgados pela ONU, organização das nações unidas, que notificam que os casos de feminicídio, ao redor do mundo, crescem.

Em segundo lugar, as consequências de discursos de ódio podem ser ainda maiores, como é dito pela Diana Luz Pessoa, professora titular aposentada da USP, ela acredita que muitas vezes, o que as pessoas fazem é esconder preconceitos que a sociedade aceita melhor com aqueles que a mesma proíbe. Ou seja, certos discursos intolerantes, como o desmerecimento de pessoas que falam diferente da norma culta, encobrem discriminações contra classes menos favorecidas, já que elas acabam por não terem tanta oportunidade de estudo quanto uma pessoa que faz parte da classe média ou alta. Com isso, chega a conclusão, que muitas vezes, a população propaga um tipo de preconceito sem a noção de que aquilo pode ter consequências graves em outros tipos de intolerância. Isso, a vivência no país será mais respeitosa e os conflitos citados serão mínimos.

Logo, é fundamental que o Poder Legislativo elabore leis que venham penalizar, por meio de multas e até mesmo prisões, aqueles que forem notificados em algum caso de violência contra as minorias, a fim de que a hostilidade contra essas vítimas seja vingada. E também, é imprescindível que as ONGs-Organizações não governamentais-venham, mediante a realização de palestras, mostrar às autoridades a importância de elaborarem políticas públicas, como reserva de cotas em processos seletivos, a esses grupos, para isso é necessário convidarem ativistas para demonstrarem as dificuldades enfrentadas pelas minorias, com intuito de que todos venham ser tratados com igualdade e o respeito que merecem.