Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 24/07/2020

Segundo o Art. 5º da Constituição Federal Brasileira de 1988, “Todos somos iguais perante a lei”. No entanto, a intolerância contra as minorias existentes na sociedade evidencia uma violência que contradiz essa teoria, fazendo com que a prática não aconteça.

Pode-se exemplificar tal fato com o arianismo de Hitler, durante Segunda Guerra Mundial, que afirmava ser a raça ariana pura e superior, e com isso, judeus, negros, homossexuais, ciganos e deficientes se tornariam um risco para a continuação dessa superioridade racial. Todavia, muitos foram mortos por causa desse discurso de ódio que se mantém até hoje nos  grupos neonazistas, os quais se espelham na Europa. Isso mostra que colocar fim em discursos de ódio é de extrema dificuldade, pois nem a morte de milhões de inocentes conseguiu sensibilizar algumas pessoas. Nota-se também que um dos maiores exemplos de intolerância às minorias é a homofobia. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) no mundo. Aproximadamente, a cada 19 horas ocorre uma morte, esse índice é maior do que em países onde há pena de morte contra homossexuais. Isso demonstra o quanto a herança intolerante dos responsáveis pela formação da sociedade se enraizou e evoluiu, e o quão expostas estão as minorias, que não conta com o incentivo do estado. Entretanto, é importante ressaltar a necessidade de políticas públicas voltadas a amenizar os casos de repulsa a grupos específicos presentes no contexto social.

Levando em consideração os aspectos expostos, ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor, dessa forma o governo deve agir em duas frente: a jurídica e a educacional. No âmbito jurídico, o Estado deve se empenhar em aumentar a segurança das minorias, formulando leis que possuam uma punição específica para homofóbicos e que garante direitos aos LGBTs, diminuindo a marginalização dessa minoria. No âmbito educacional, o Ministério da Educação deve criar um programa nacional de tolerância nas escolas, com produções de cartilhas e informativos, debates e feiras temáticas, que abordem a questão da pluralidade social e a tolerância. Ademais, o Ministério da educação deve criar oficinas educativas nas escolas com palestras com temática voltada para a desconstrução dos esteriótipos etnocêntricos criados, deve fazer campanhas de igualdade de gênero nas escolas, por exemplo, por meio da exposição de vídeos nas aulas que apresentem a importância da mulher na sociedade, tornando a igualdade de gênero real. Sendo assim, as minorias ganharão um espaço maior no mundo.