Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 25/07/2020

Na época em que a Alemanha estava dominada pelo regime nazista, o ditador Adolf Hitler, através dos meios midiáticos, difundia suas declarações discriminatórias contra, principalmente, os judeus. Analogamente, nos dias hodiernos, nota-se uma certa facilidade de exposição desses discursos de ódio pelas novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) bem como a distorção e abuso da liberdade, garantida constitucionalmente, como causa dessa violação da dignidade humana. De início, vale ressaltar que com o encurtamento das distâncias pelos meios tecnológicos, os discursantes intolerantes são amplamente compartilhados. Nesse viés, apesar dos grandes avanços que a globalização resultou, as distorções, como o uso inapropriado da liberdade de expressão, se fazem presentes. Assim, tais indivíduos se aproveitam da facilidade comunicativa como forma de atingir um público maior com seus ideais desrespeitosos. A exemplo, um vídeo que circula na internet do psiquiatra Ítalo Marsilli mostra o preconceito do médico contra professores e mulheres através de xingamentos explícitos. Dessa forma, é notório que as TICs contribuem em parte com a disseminação das narrativas antiéticas e morais.

Além disso, é imperioso avaliar a alteração do conceito de liberdade de expressão contribui com a amplitude das declarações antipáticas. Nessa ótica, a própria Constituição Federal de 1988 do Brasil garante que qualquer cidadão pense e se expresse contanto que não atinja os direitos de outra pessoa. Entretanto, na maior parte das vezes os indivíduos usufruem erroneamente da garantia de liberdade como pressuposto para expor os discursos de ódio, esses majoritariamente tolerados pela população. Como prova, o filósofo autro-britânico Karl Popper incita a necessidade da repressão contra declarações intolerantes a fim de evitar que essas expressões se tornem atos antidemocráticos, ou seja, apesar da liberdade ser garantida na Carta Magna, seus limites devem ser estabelecidos.

Portanto, é imperativo propor soluções que mitiguem o exagero da liberdade de expressão. Para tal, a mídia, especialmente as TICs, como grandes difusoras de informação na internet, devem bloquear usuários desrespeitosos, por meio da criação de algoritmos que busquem discursos ofensivos os quais são divulgados com o propósito de atingir os indivíduos, com o objetivo de diminuir as distorções do avanço da globalização. Só assim, a intolerância com atos inconstitucionais poderá garantir a dignidade humana e a correta utilização dos direitos humanos.