Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 25/07/2020
O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o discurso de ódio contra minorias afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela exclusão social, seja pelos fatos sociopolíticos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que muitos direitos foram conquistados ao longo dos anos para o combate à intolerância. Entretanto, o que é pregado não é devidamente posto em prática, visto que ainda hoje muitas empresas conservadoras não empregam essas minorias que são marginalizadas, assim dificultando ainda mais a inclusão social das vítimas.
Além disso, deve-se pontuar que tais circunstâncias vêem de fatores históricos e culturais. Por exemplo, o etnocentrismo, que coloca a cultura e costumes de um grupo específico como o certo e único. Contudo, a discriminação e o preconceito contribuem para que a intolerância e violência contra minorias ainda seja comum e repentina. Visando tais problemas citados, percebe-se que o direito a igualdade à todos os indivíduos, proposto na Constituição, é deturpado.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Ministério da Educação (MEC) promover palestras e campanhas com o intuito de conscientizar crianças e jovens. Só assim, o país tornar-se-á mais plural e justo.