Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

Cazuza, um dos maiores e mais importantes cantores e compositores brasileiros da década de 80, fala em “O Tempo Não Para” que o futuro, na maioria das vezes, estaria repetindo o passado nas esferas sociais. Em tal canção, o que o cantor tenta passar é que a intolerância e o discurso de ódio que se encontram presentes em várias sociedades contemporâneas, são frutos de raízes históricas que ocultam as diversidades sociais, fazendo com que por meio da violência e exclusão, resgatem valores antigos e aniquilem a pluralidade cultural e comportamental que o mundo detém no presente.

Cabe ressaltar as mulheres, negros, LGBTQI+ e indígenas como as maiores vítimas desse processo.

A série “Coisa mais linda”, retrata com maestria a realidade das minorias, como as mulheres, LGBTQI+ e negros. Apesar da história se passar na década de 60, no Brasil, alguns discursos de ódio e preconceitos ainda são presentes na sociedade brasileira. Nesse contexto, é possível observar que as redes sociais possuem um papel de destaque para ampliar e reafirmar intolerâncias contra as minorias.   É de grande importância ressaltar que o isolamento, o desprezo e as opressões estabelecidas pela burguesia sobre o proletariado nos processos capitalistas fez surgir uma divisão de classes.

Em segundo plano, a intolerância e o discurso de ódio presentes na sociedade entre grupos ideologicamente diferentes nunca teve a sua devida importância no mundo, por isso convivemos diariamente com os choques ideológicos, como: disputas religiosas e regime democrático.

Segundo a Carta Magna, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo assegurados a todos os cidadãos direitos invioláveis, como à segurança e à liberdade. Entretanto, não é o que se pode afirmar. De acordo com o relatório publicado pelo Grupo Gay da Bahia, a cada 19 horas morre um LGBTQI+, além de índices como: a cada uma hora, 536 mulheres sofrem algum tipo de violência doméstica e a cada 23 minutos um negro é assassinado no Brasil (Dados retirados do G1).

No entanto, o que pode-se ver é a omissão e a negligência de muitos, que através de um discurso conservador, disseminam mais ainda o ódio e a intolerância que, consequentemente, gera violência e, com isso silenciam milhares de pessoas que acabam pagando com a própria vida.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que práticas violentas contra grupos de minoria social sejam reduzidas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, que promova em escolas de nível básico, oficinas de debates abordando causas e conseqüências de tais assuntos, com ajuda de psicólogos e defensores da causa, utilizando uma linguagem de fácil compreensão pelo público, relatos de vítimas e, apresentação de dados históricos, a fim de criar uma cultura de igualdade entre as pessoas como defendido pela Constituição.