Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

Na atualidade um dos grandes desafios que permeia a sociedade é a intolerância e discurso de ódio contra as minorias. Essa realidade está cada vez mais presente em todos os locais, independente da cultura e religião. Nesse sentido alguns fatores como a falta de políticas públicas efetivas, resulta em um clico onde cada vez mais temos pessoas sendo vítimas dessa ignorância.

Em primeira análise, cabe pontuar que no Brasil o avanço do discurso de ódio e a polarização nas democracias, onde mulheres, negros, indígenas, imigrantes, grupos religiosos, e LGBT+, têm sido cada vez mais estigmatizados. Logo, as altas desvantagens sociais acabam criando uma relação de dominâncias de grupos, ou seja, delimitando e padronizando as minorias. Sendo assim, à falta de efetivação ao combate à exclusão e descriminação das minorias, torna as pessoas invisíveis na sociedade, o que prejudica o direito de isonomia e equidade.

Somando a isso, podemos afirmar que o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios de LGBTs em toda a América, com 340 mortes por homofobia em 2016, segundo o último balanço do (ILGA). Nesse sentido, os dados revelam a importância da igualdade social, haja vista que é garantida por lei no Artigo 5 da Constituição Federal a isonomia a todos os cidadãos, e assim a tutela dos direitos das minorias. No entanto, o que vemos é a omissão dos governantes através de um discurso, formando mais ainda o ódio e a intolerância que consequentemente gera a violência.

Portanto, são indispensáveis mudanças rápidas em que a educação seja coautora principal dessa ação, tendo um papel primordial nesse desafio, uma vez que está relacionada ao comportamento da nação. Desse modo, o Estado tem uma função indispensável na condução de projetos e leis que visem o aprimoramento que levem a equidade social de isonomia a todos os grupos sociais. Com isso a mídia e as escolas são ferramentas essenciais para conduzir o processo de integração e inclusão social.