Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
Em um mundo presente, o passado ainda é atualidade. A intolerância contra minorias - ações, posicionamentos e falas discriminantes a vários grupos devido a diferenças entre indivíduos - foi construída socialmente ao longo da história da humanidade. Embora o Brasil seja um país com uma fusão de muitas culturas, comumente o discurso de ódio e diversos tipos de violência são propagados, causados sobretudo pela dificuldade de conviver com as diferenças, o que acaba gerando também o isolamento de certos grupos.
Em primeiro plano, a frase de Hideraldo Montenegro, ‘‘Intolerância é desejar que as pessoas mudem para pensar igual a nós’’, retrata devidamente o impasse aceitativo de pensamentos distintos. Dessa forma, manifestações de ódio e violências são praticados, tal como o Holocausto, no qual aproximadamente 6 milhões de judeus foram executados, pelo simples fato de serem minorias,e especialmente, por seguirem a religião judaica. Para mais, em uma pesquisa realizada pela ONG (Organização não governamental) revela que a cada 20 horas, um(a) LGBTQI+ morre no Brasil por conta da homofobia, visto que infelizmente ainda é um problema incessante.
Vale salientar ainda a exclusão social que uma parcela da população vivencia, seja pela categoria social, gênero, orientação sexual, etnias ou crenças. Sendo assim, as classes dominantes continuam por dominar, e os padrões impostos pela sociedade permanecem constantes, seja pelo modo de vestimenta ou por escolhas pessoais. Com relação a exclusão econômica de regiões brasileiras, o Nordeste é a mais atingida, uma vez que possui grande quantidade de pessoas com rendimentos abaixo da média. Já as regiões Sudeste e Sul, desenvolvidas, possuem as melhores condições de vida.
Diante dos expostos, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir esse fato. Embora existam leis para punir a prática da intolerância, precisa-se de maneiras diferentes de combate, como por exemplo manifestações e maior liberdade de expressão por parte da população, com apoio do Ministério da Educação no reforço na matriz curricular sobre a importância e necessidade de lutas sociais, bem como promover eventos e implantar práticas de inclusão social nas instituições de ensino. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde elaborar planos para que toda a sociedade tenha condições de vida por igual. Quando todas essas medidas forem tomadas, é possível que finalmente essa adversidade seja superada, e assim o país possa evoluir.