Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso e a intolerância com as minorias torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja continuidade de falas e ações preconceituosas, seja pela diminuição do protagonismo desses grupos em discussões e debates, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, é necessário avaliar que um dos principais problemas relacionados à intolerância contra minorias é o histórico de discriminação existente. A sociedade é ensinada a pensar que homens, brancos, heterossexuais e cisgêneros são os grupos dominantes politicamente, por esse motivo, discursos de ódio são direcionados a grupos com características que diferem do padrão citado.

Com isso, deve-se ressaltar que a exclusão da participação de pessoas de grupos minoritários em palestras e ações públicas sobre assuntos relevantes a toda sociedade, acaba por gerar desinformação e notícias falsas, uma vez que, os indivíduos que realmente estão envolvidos e conhecem as lutas das minorias acabam perdendo seu local de fala.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da sociedade se educar sobre as causas e lutas das minorias, por meio de artigos, jornais e mídias sociais, sendo principalmente informações produzidas por pessoas que fazem parte dessas minorias, com o intuito de alcançar uma comunidade mais consciente e tolerante. Só assim o país tornar-se-á mais plural e justo.