Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

Pouco mais de 70 anos depois da criação da Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), documento histórico que inspirou a constituição de muitas democracias recentes, encontra barreiras para ser validada no Brasil quando se trata da questão do discurso de ódio contra minorias. Por conseguinte, cabe entender esses discursos e entender como eles são presentes e frequentes na atualidade e como se pode diminuir os efeitos propagados por tais preconceitos.

No contexto dessa discussão, é válido lembrar que, boa parte dos motivos desses discursos se dá devido a acontecimentos históricos que, ainda continuam sendo alimentados e praticados por certos grupos sociais. Um grande exemplo que pode ser usado é a difusão do arianismo por Hitler, na Segunda Guerra Mundial, que afirmava ser a raça ariana pura e superior, sendo judeus, negros, homossexuais, ciganos e deficientes um perigo de se viver em meio a sociedade. Mesmo após essa difusão que foi feita a anos atrás, parte da população ainda segue e concorda com essa linha de pensamento.

Ainda na perspectiva dessa problemática, é válido acrescentar que muitos inocentes que se encaixavam nesses padrões foram mortos ou agredidos (verbalmente ou fisicamente), e ainda hoje, continuam a sofrer devido ao tom de pele, opção sexual, descendência e dentre outros. Segundo o físico alemão Albert Einstein, a menos que modifiquemos a maneira de pensar, não será possível resolver os problemas causados pela forma como sociedade se acostumou a ver o mundo. Portanto, acredita-se que, se não houver uma conscientização e mudança de pensamento da população, tais preconceitos vão continuar a existir pelo fato de muitos se conformarem e tamparem seus olhos para não acreditarem que esses discursos são mais frequentes do que muitos pensam.

Diante do exposto, fica claro que o discurso de ódio entre as minorias é um problema comum nos dias atuais, o que reclama atenção da sociedade. Nesse sentido, para concretizar alternativas que minimizem esses problemas sociais, faz-se necessário que a Mídia, como meio de comunicação e elemento persuasivo, promova maiores informações acerca de movimentos que apoiam essas minorias, trazendo conhecimento mais aprofundado da questão. Sendo assim, a Mídia, juntamente com o Poder Judiciário para fiscalizar o cumprimento dos direitos e das leis que protegem as menoridades, podem causar impacto e minimizarem a situação em questão. Assim, pode-se alcançar uma sociedade com mais igualdade e equidade.