Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 26/07/2020

A minoria é um grupo de pessoas marginalizadas dentro de uma sociedade devido aos aspectos econômicos, sociais, culturais, físicos ou religiosos. Apesar de a Constituição de 1988 garantir aos negros, homossexuais e mulheres segurança e direitos iguais, ainda existem frequentes casos de agressão e discursos de ódio sobre tais grupos segregados.

Primeiramente, podemos considerar a homofobia, que é definida como aversão, ódio, repugnância, medo e preconceito contra pessoas com orientações sexuais ou de gênero minoritárias. Dados de 2012 da Secretaria de Direitos Humanos mostram que naquele ano foram registradas mais de 3 mil denúncias de violações de caráter homofóbico no Brasil. Elas envolviam quase 5 mil vítimas e outros quase 5 mil suspeitos. O discurso de ódio apresentado não deve ser visto como liberdade de expressão, como muitos consideram, mas sim como crime. Sendo um tema raramente abordado, deve ser solucionado com a ação do governo, que não toma posição alguma sobre o ato.

Pode ser citado também, com base em uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, que no Brasil a cada 4 minutos uma mulher é agredida por um homem. Em 2018 foram registrados 145 mil casos de violência contra a mulher, podendo ser agressão física, psicológica, sexual ou uma combinação delas. É indispensável que os atos do governo implicam com tais problemas, não protegendo aqueles que precisam e não punindo os que cometem ações de intolerância e ódio, aceitando suas atitudes e negando os fatos.

Em suma, pode-se notar claramente que a solução mais precisa desse crime seria a ação jurídica, com atos que diminuam a marginalização contra as minorias. Deve-se ser citado também a criação de organizações para defender os que precisam, apresentando palestras, grupos de apoio e conversas nas escolas, criando a igualdade defendida na Constituição.