Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 26/07/2020
No período da Grécia Antiga, somente os homens livres eram considerados cidadãos, o que excluía uma parte da população de tomar decisões políticas que contribuíam para a organização da pólis. Nesse sentido, percebe-se a persistência da exclusão de minorias na população contribuindo para a disseminação de atitudes intolerantes e discursos de ódio até os dias de hoje. Essa realidade está presente em todos os locais, independente do país e da sociedade em que se está inserido.
Em primeira análise, é válido ressaltar que os estereótipos difundidos ao longo dos anos na mente da população contribui para intensificar essa entrave. Segundo afirma o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o homem é um animal que agride. Assim, essa lógica tem relação direta com a persistência da intolerância e do ódio contra as minorias, tendo em vista a falta de políticas nas instituições de ensino que incentivem a aceitação de diferentes grupos sociais.
Somando a isso, é garantida por lei no Artigo 5 da Constituição Federal a isonomia a todos os cidadãos, e assim a tutela dos direitos das minorias. No entanto, o que vemos é a omissão e a negligência de governantes que através de um discurso conservador, engrandecem mais ainda o ódio que consequentemente gera violência, e com isso silenciam milhares de pessoas que acabam pagando até com a própria vida. Em outras palavras, a ignorância do homem resultante da manutenção de pensamentos egoístas, contribuem para o aumento de doenças psicológicas, como a depressão, devido a exclusão social das minorias.
Diante disso, são necessárias ações que visem a inserção social das minorias, evitando o crescimento de práticas intolerantes. Portanto, o Estado tem uma função indispensável na condução de projetos que visem o aprimoramento e medidas que levem a adaptação social de isonomia a todos os grupos, inclusive aqueles que são minorias. Em vista disso, cabe às instituições de ensino realizarem palestras responsáveis por incentivar a aceitação de todos, com o fito de diminuir o desrespeito ao próximo.