Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 27/07/2020

Os problemas com discriminação e estereótipos de minorias estão profundamente enraizados no contexto socioeconômico e político brasileiro. Com o avanço tecnológico, foi se tornando mais fácil a disseminação de grupos extremistas usando redes sociais  como uma ferramenta para influenciar jovens  para desempenhar um papel papel ativo na abordagem do discurso de ódio e outras formas de intolerância, especialmente online, contra minorias.

Vale ressaltar que no Brasil, onde mulheres, negros, indígenas, imigrantes, alguns grupos religiosos, e LGBTQI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e intersexuais), têm sido cada vez mais estigmatizados, fato esse que consequentemente vulnerabiliza e acabam criando uma relação de dominância de subgrupos ou grupos dominantes que delimitam e padronizam o que entendem por minorias.

Em 25 de Maio de 2020, por exemplo, George Floyd foi um homem afro-americano que foi assassinado em Minneapolis estrangulado por um policial branco que ajoelhou-se em seu pescoço durante uma abordagem por supostamente usar uma nota falsificada de vinte dólares em um supermercado. Nesse sentido, constatou-se que o direito de autuação do policial estaria sendo exercido de forma abusivo, ao momento em que lesionava a dignidade da pessoa humana, sendo este, princípio fundamental dos direitos humanos.

Diante dos fatos supracitados, como no Brasil, faz-se necessário que o Ministério da Justiça, em parceria com o MEC, promova leis e dissemine informações, por meio da fiscalização dos comentários feitos e a reeducação dos usuários ainda nas escolas, esclarecendo que atitudes criminosas como o discurso de ódio e a intolerância não ficarão impunes. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser minimizar o pensamento preconceituoso com o que é diferente. Além dessas outras medidas devem ser tomadas, porém, de acordo com Oscar Wilde , “O primeiro passo é o mais importante na evolução de homem ou nação.”