Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 31/07/2020

Uma pesquisa feita pelo IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- aponta que os negros representam 54% da população brasileira, contudo fazem parte de uma minoria social, visto que lidam diariamente com a marginalização, violência,  intolerância e discursos de ódio. Outros grupos minoritários, dominados e subestimados, no Brasil, como indígenas, pessoas portadoras de deficiências e a comunidade LGBTQIA+, também enfrentam estes problemas. O preconceito e a intolerância estão inseridos na sociedade brasileira há anos e, apesar do crescimento da luta desses grupos por respeito e maior representatividade, ainda é necessária a educação sobre diversidade étnica-racial, sexual e religiosa no ambiente escolar e a inclusão dessas pessoas em mídias televisivas, cinematográficas e sociais.

É notório destacar a frase do advogado e líder africano Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’, visto que, no atual cenário brasileiro, muitas pessoas fazem discursos de ódio e praticam a intolerância contra as minorias, por não conhecerem profundamente as causas e lutas desses grupos. De fato, a educação é capaz de mudar concepções e propiciar não só conhecimento acadêmico, como também conhecimento de mundo, valores, ética e igualdade.

Ademais, a representatividade em mídias é de extrema importância na luta contra o preconceito e o desrespeito, pois é uma forma de inclusão e apoio à diversidade, que pode ajudar as pessoas integrantes de minorias a se sentirem confiantes e seguras de quem são ao verem suas lutas serem representadas em meios de grande visibilidade. Um exemplo de representatividade é a drag queen brasileira, Pablo Vittar, que usa sua visibilidade e influência para apoiar a sua comunidade, LGBTQIA+ e mostrar para outras pessoas o quão o respeito às diferenças é importante.

Conclui-se que, a intolerância e o discurso de ódio contra minorias pode ser combatido através da inclusão social e ,principalmente, com a educação. Logo, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação -órgão responsável pela educação no Brasil- deve criar campanhas escolares, eficazes, ofertadas em todo o país, que apresentem as diversidades sociais e como respeitá-las, visando um futuro igualitário, no qual haja mais respeito, empatia e tolerância à diversidade.