Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 02/08/2020

O Nazifascismo do séc. XX, teve Adolf Hitler como responsável por criar o exacerbado nacionalismo alemão, ao defender a supremacia ariana assim como o ódio contra outras etnias e demais minorias. De maneira análoga, a contemporaneidade é marcada pela aversão e discurso intolerante. Nesse contexto é importante compreender dois fatores: o aspecto histórico- cultural da sociedade e a ineficiência governamental em proteger a parcela vulnerável da população.

Primeiramente, é importante entender que a continuação de discursos machistas, racistas e homofóbicos são potencializados pelo uso da internet. Pois o confronto indireto proporcionado pela rede, garante aos agressores maior segurança quanto a impunidade. Tais indivíduos, de maneira consoante ao “Darwinismo social”, criam padrões exclusivos, sustentados pela agressão á identidade do outro, como se fosse algo natural. Perpetuando dessa forma um ambiente hostil e desigual.

Entretanto, apesar de impactar negativamente milhões de brasileiros, o discurso de ódio permanece. Sendo que essa conjuntura intolerante não é algo biológico, mas sim o resultado de uma base discursiva ultrapassada e permeada de esteriótipos patriarcais. Além disso, tal realidade é intensificada pela escassez de leis que proporcionem um ambiente mais seguro e justo para a pluralidade de existências.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação e Cultura deve, por meio de um projeto de lei entregue a Câmara dos Deputados, promover ações massivas para a construção do pensamento crítico na população, com o intuito de promover novas bases marcadas pela empatia e respeito a diversidade. Além disso o poder Legislativo, em conjunto com o Estado, deve continuar propondo leis democráticas, pautadas na justiça social, para que ocorra a efetiva proteção das minorias, tal qual a lei Maria da Penha. Tais atitudes certamente contribuirão para a formação de um  país mais harmônico e pacífico.