Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 03/08/2020

O longa “Crash-no limite” retrata preconceitos raciais e sociais de uma família economicamente favorecida em Los Angeles, demonstrando o quanto algumas intolerâncias perpetuam contemporaneamente sendo revelada, muitas vezes, por meio da violência. Essa realidade também persiste no Brasil, que, mesmo sendo assegurado o princípio da isonomia- igualdade de direitos- pela Constituição, o que se observa é um pré julgamento social por cor, gênero, religião e até mesmo fenótipo.

Em primeiro lugar, é notório que a maior parte dos casos de violência e homicídio se dão por algum tipo de intolerância por parte do agressor, o Brasil ainda registra, diariamente, vários casos de racismo e homofobia. Em seu livro “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda retrata o Mito do Homem Cordial, descrevendo o brasileiro com aberto aceitar as diferenças sociais. No entanto, infelizmente a realidade do país ainda é intolerante a essas diversidades.

Vale salientar, ainda, que a gordofobia é uma das intolerâncias que mais aumentou. Várias celebridades, como Preta Gil, recebem desagradáveis comentários em suas redes sociais por seu fenótipo fora do padrão socialmente imposto, o que pode desencadear vários transtornos psicológicos. Ademais, o ciberespaço é uma das principais formas de ataques intolerantes devido a uma falsa impressão de impunidade.

Desse modo, é imprescindível que se atenue esses preconceitos sociais. É viável, portanto, que a esfera federal implemente o estudo das diversidades sociais em escolas e universidades, por meio das disciplinas de Filosofia e Sociologia, para que, a longo prazo, os futuros cidadãos respeitem uns aos outros. Concomitante a isso, para que se diminua a curto prazo, seriam realizadas, em veículos mediáticos, campanhas de divulgação dos direitos das minorias-que são as mais atingidas- e de valorização das diferenças, com o depoimento de algumas vítimas da intolerância para que haja uma maior representatividade e essa questão, paulatinamente, seja mitigada. Assim, o brasileiro, se tornará realmente cordial como retratado por Sérgio Buarque.