Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 10/08/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo totalitário Nazista agiu com violência e desrespeito contra os judeus, por defenderem a ideia de antissemitismo e se considerarem melhores que eles. Embora ideologias como estas serem extremamente repudiadas nos dias atuais, discursos de ódio contra minorias sociais, crescem de modo expressivo. Fatores como a falta de tolerância ao diferente e sentimento de superioridade influenciam esta situação, que é considerada crime. Isso porque, além de prejudicar a vida cotidiana das vítimas, também podem ocasionar exclusão e morte destas pessoas, sendo um assunto gravíssimo e que necessita ser combatido na sociedade.

Em primeiro lugar, convém destacar que a atual Constituição Federal Brasileira e a Declaração Universal dos Direitos Humanos asseguram o direito à liberdade e ao respeito as diversidades, a qual todos devem ser tratados de maneira igual, independente das diferenças. No entanto, o que se percebe na realidade é a propagação de discursos intolerantes, principalmente por meio das redes sociais, onde punições praticamente não ocorrem, muitas vezes, por falta de fiscalização e anonimato. Nelas, pessoas que acreditam que são superiores e agem sem empatia, ferem os direitos humanos e a dignidade do próximo.

Ademais, as consequências para as vítimas deste tipo de crime são preocupantes, entre elas encontra-se o sofrimento, a exclusão e até mesmo óbito. A obra 1984, do escritor George Orwell, conta a estória de um homem que vive em um país de regime totalitário e exemplifica claramente como a vida dele se torna desgastante por não poder ser, agir e pensar como queria. Apesar de ser uma obra ficcional, traz reflexões recorrentes de como a falta de liberdade de escolha e expressão, vindas de atos de violência verbal e física, podem prejudicar um ser humano, só por não serem iguais a maioria da população.

Logo, a intolerância e a discriminação precisam ser discutidas na sociedade e medidas, que visem combater este crime, devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Educação deve elaborar uma campanha que será transmitida nos principais meios de comunicação e por meio de palestras, dadas por profissionais da área, aos educandos e seus familiares. Ela enfatizará a importância do respeito com as diferenças e da empatia, e mostrará como identificar e denunciar um discurso de ódio. Assim, os danos constantes causados por ações preconceituosas, como os que ocorreram na segunda Guerra Mundial e os mostrados no livro de George Orwell, reduzirão, e os direitos humanos e constitucionais serão garantidos.