Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 18/08/2020
Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, há uma falta de liquidez nas relações sociais, econômicas e políticas, característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Hodiernamente, nota-se uma liquidez no que se refere à intolerância e discurso de ódio contra minorias, como desafio no atual cenário brasileiro, sendo o preconceito e a negligência estatal, uns dos fatores para este norteamento. Assim, convém sondar essa problemática e propor soluções para dirimi-la.
Em primeira análise, é elementar que o preconceito é uma das causas principais para a persistência do problema. No seriado “Todo mundo Odeia o Chris”, o protagonista é alvo de opressões por ser o único negro em sua escola. Desse modo, infelizmente, faz-se uma analogia com o cotidiano brasileiro, diante ao preconceito enraizado, pois as pessoas negras são referenciadas inferiores aos brancos, assim como relacionadas a bandidos, escravos e pobres, incitando o ódio, a violência e exclusão social.
Outrossim, é preciso atentar-se para a negligência estatal em questão. De acordo com o Nexo Jornal, o governo brasileiro não mostra ações para solucionar a intolerância contra minorias, surgindo o aumento de casos de violências e doenças psicológicas na vítima. Sob esse viés, é inadmissível a falta de apoio, do país brasileiro democrático, com a população nacional que lutam para conseguir a igualdade através de movimentos sociais, perante à etnia, raça, gênero, e ao fim dos discursos de ódio contra o ser humano.
Urge, portanto, medidas para solucionar a intolerância e discurso de ódio contra minorias. Cabe ao Governo do Estado, implantar métodos corporativos, por meio de projetos de apoio, palestras, monitoria e ações das ONGs, que visem erradicar o preconceito instalado e garantir o bem-estar e igualdade aos indivíduos. Assim, não ocorrerá no Brasil, uma liquidez mencionada por Zygmunt Bauman.