Intolerância e discurso de ódio contra minorias

Enviada em 19/08/2020

No século XVIII, durante a Revolução Russa, bandeiras em busca de igualdade, fraternidade e liberdade foram erguidas e perpetuam atualmente na voz de comunidades ativistas em defesa de situações de opressão. Porém, tais ideais revolucionários, que deveriam ser garantidos à toda população, apresentam-se deturpados em relação às minorias, uma vez que estas diariamente enfrentam episódios de intolerância e discursos de ódio. Cabe entender, portanto, de que maneira a construção social e a indústria cultural contribuem com esse entrave.

Primeiramente, é necessário destacar que o preconceito contra povos é resultante da construção social ao longo da história da humanidade. Isso é perceptível, por exemplo, em períodos como o nazismo, que matou milhões de pessoas, entre homossexuais, judeus, negros e ciganos. Apesar de terem se passado tantos anos, atualmente observa-se a intolerância contra os mesmos grupos. Logo, é notório a contínua perseguição ao outro, sem embasamentos, por ser diferente.

Ademais, é pertinente ressaltar a participação da indústria cultural no agrave à intolerância contra às minorias. Segundo perspectiva do filosofo Theodor Adorno, a razão é instrumento de dominação, uma vez que gera condições para o surgimento de uma cultura de massa. Dessa forma, a indústria cultural por meio da mídia cria ideologias de aceitação determinadas pelos grupos dominantes, ou seja, o domínio do pensamento sobre o mundo fica concentrado na mão da camada mais privilegiada e contribui ainda mais para a marginalização e perseguição aos grupos minoritários.

Assim sendo, é necessário que o Ministério da Educação e Cultura, juntamente com a mídia, por meio de campanhas em escolas e redes sociais, crie projetos que quebrem os ideais de exclusão e ofensas contra às minorias e estimulem a liberdade de pensamento e questionamentos dos padrões sociais, a fim de interromper os parâmetros sociais vigentes e a hegemonia dos grupos dominantes sobre a opinião comum.