Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 09/09/2020
No limiar do século XIX, com o início das dispersões de teorias científicas, houve a elaboração do princípio da Seleção Natural (termo nomeado pelo cientista Charles Darwin) consiste dizer que os organismos mais aptos a viver em determinado habitat são favorecidos e evoluirão. Assim, Darwin apenas analisou e fez referência à vida biológica. No entanto, inúmeras civilizações adotaram essa ideia, como também diversas questões para justificar o discurso de ódio contra minorias. Similarmente ao passado, intolerância e a não aceitação da diferença permanecem no tecido social brasileiro, estando relacionado ao entendimento errôneo de liberdade de expressão e à padronização cultural.
Primeiramente, vale destacar que os transgressores de ofensas contra grupos vulneráveis apropriam-se de um entendimento errado do conceito da liberdade de expressão, visto que segundo o filósofo Herbet Spencer, “A liberdade de um termina onde começa a do outro”. Equitativamente, o respeito em uma sociedade coesa se sobressai quanto a liberdade de se expressar, uma vez que os privilégios dos intolerantes corroboram para visibilidade e naturalização de tais atitudes, que nesse viés são impostos às gerações. Contudo, de acordo com a Lei 7716, de 1989, é proibido “praticar ou incitar, pelos meios de qualquer natureza, discriminação ou preconceito de raça, por religião ou etnia”. É evidente que a livre manifestação de pensamentos não pode infringir a dignidade de outem.
Por conseguinte, segundo a premissa de Malala Yousefzai, ‘‘A diversidade garante que as crianças possam sonhar sem colocar fronteiras ou barreiras para o futuro e os sonhos delas". Nesse ínterim, cabe destacar que a padronização da cultura e particularidade própria interfere na diversidade do Brasil, uma vez que a pluralidade cultural é característica do país, dado que esse atributo foi moldado desde sua colonização. Porquanto, as consciências de classe, étnica, religiosa, sexual e de gênero propõe uma população ética e respeitosa perante às minorias. Outrossim, está relacionado a construção dos indivíduos intolerantes, visto que nenhuma pessoa nasce odiando alguém. Destarte, as influências da família e da sociedade molda a personalidade e moral de um indivíduo. Assim, a normalização da intolerância contribui para atitudes discriminatórias que proporcionam a hierarquização cultural.
Portanto, é necessário mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Cultura, conjuntamente à mídia, por meio de campanhas publicitárias e redes sociais, criar um sistema organizado que reprove a questão argumentada e que denuncie seus malefícios, a fim de combater a constante rejeição com o desigual e todos os preconceitos vigentes na sociedade. Logo, a legitimação e a construção de explicações, baseadas em falácias, para a odiosidade, progressivamente serão mais opressas. Assim, a sociedade atual se distanciará das discriminatórias civilizações do século XIX.