Intolerância e discurso de ódio contra minorias
Enviada em 01/09/2020
O livro, ‘A Resposta’, aborda às agressões e as humilhações vivenciadas pelas empregadas domésticas negras na década de 1960 nos Estados Unidos. O livro, mesmo sendo ambientado em uma época diferente, ainda pode ser usado como crítica hodiernamente, uma vez que as comunidades minoritárias continuam passando por diversos tipos de assédios e injustiças por conta da intolerância. Assim, as minorias ainda são alvo de violência devido ao preconceito enraizado na população, que consequentemente resulta no aumento do número de mortes de integrantes de comunidades minoritárias.
Primeiramente, o preconceito enraizado na sociedade ainda é um grande obstáculo para a erradicação da intolerância e do discurso de ódio. Segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 27, 7% são negros, mesmo que os negros sendo maioria populacional no Brasil, constituindo 56% da população total. Assim, fica evidente que a intolerância ainda é muito forte e vem sendo passada de geração para geração, o que acaba contribuindo para a propagação do ódio para com os grupos minoritários.
Consequentemente, a propagação do ódio e a tradicionalização da intolerância, resultam em um grande aumento no número de casos de violência e mortes de minorias. De acordo com o relatório divulgado pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), 329 LGBT + (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil. Assim, é visível a sociedade continua sendo preconceituosa com grupos sociais com diferentes características. Logo é possível ressaltar que a propagação do ódio, acaba resultando em casos de violência, perseguições e mortes de membros integrantes das comunidades minoritárias.
Portanto, a intolerância enraizada na sociedade causa inúmeros impactos negativos, necessitando de medidas interventoras. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação instruir às escolas à destacar assuntos relacionados à diversidade social e cultural, buscando a tolerância das pessoas desde que entram na escola. Além disso, cabe às ONGs criarem projetos sociais, como bate- papos e palestras feitas por pessoas que vivem em uma comunidade minoritária, com o intuito de mostrar às pessoas a história das comunidades e as realidades e os dia dias que as minorias enfrentam. Assim podemos pensar em um mundo com menos ódio e intolerância.